segunda-feira, 15 de junho de 2009

PESADELO

Esse frio que entra pela janela
Nessa escuridão que engole a noite
A chuva no telhado
Esse você em minha cabeça.

Como uma lembrança constante
No meu corpo trêmulo
Nos meus olhos distantes
Nessa falta que você me faz.

Não sei se a madrugada vai acabar
Num sei se acabo na madrugada.
Nessa loucura toda
Num desvairio alucinante
Nessa cama gélida.

Sou eu
Esse ser estático... endoidecido
Com todas as dúvidas
Todas as certezas
Sem nenhuma conclusão.

A luz tênue da manhã
O canto longínquo dos pássaros
Essa aurora que não brilha
Essa dor que não cessa
Como num pesadelo infinito.

Essa agonia que me faz revolver
Nessa cama desforrada
Nesse quarto úmido
Embaixo desse cobertor gelado
Como uma angústia sem razão.

Pouco á pouco
As coisas parecem readquirir o sentido
O cheiro do café
O relógio que desperta
O barulho dos carros... Das pessoas
Servem como alento para acordar.

Entretanto
Você continua lá como uma marca
Como um sonho em minha cabeça
Que não pensa... Que não acorda
E nem tão pouco dorme
Vive pra você.

Preciso acordar!

joasvicente

Um comentário:

Guimarães, Pauline disse...

A-D-O-R-E-I esse.
Usa muito bem as palvras.
eu sou péssima nisso.
eu que me atrevo demais.
beijos